Modelo de plano terapêutico singular (PTS)
O plano terapêutico singular (PTS) é um instrumento muito usado em serviços de saúde mental e na atenção básica. Ele organiza, com a participação do paciente, o que será feito, por quem, em que prazo e como será reavaliado, em vez de listar apenas o diagnóstico.
O PTS costuma ser construído em equipe e revisto com frequência. Mesmo no consultório particular, a estrutura ajuda a sair do 'vamos ver como vai' e combinar metas concretas com quem está sendo atendido.
A estrutura abaixo é uma base. Serviços públicos e redes têm formulários próprios, e esse modelo pode ser adaptado a eles.
Modelo de plano terapêutico singular (PTS)
Paciente: ______________________________ Data: ___/___/______
Identificação e equipe de referência
Nome, serviço, profissional de referência e demais profissionais envolvidos.
Situação atual
Resumo da situação de saúde, do contexto de vida, vulnerabilidades e recursos, nas palavras do paciente sempre que possível.
Necessidades e prioridades
O que o paciente e a equipe consideram prioritário agora.
Metas e propostas de ação
Metas de curto, médio e longo prazo e ações para cada uma.
Responsabilidades
Quem faz o quê: paciente, família, profissionais e serviços de apoio.
Rede e recursos de apoio
Família, serviços de saúde, assistência social, escola, trabalho e comunidade.
Reavaliação
Data da próxima revisão e critérios para saber se a meta foi atingida.
Modelo gratuito Ordexa · ordexa.com.br/modelos/
Como fica preenchido
Exemplo fictício, só para ilustrar o nível de detalhe. Adapte ao seu método e ao seu conselho profissional.
- Identificação e equipe de referência
- Paciente fictício, 28 anos. Profissional de referência: psicóloga do serviço. Apoio: assistente social e médico da unidade.
- Situação atual
- Afastado do trabalho há 3 meses por episódio depressivo. Mora com os pais. Diz sentir vergonha de estar parado.
- Necessidades e prioridades
- Retomar a rotina de sono e sair de casa ao menos três vezes na semana. Prioridade escolhida pelo paciente.
- Metas e propostas de ação
- Curto prazo: caminhada de 20 minutos três vezes por semana. Médio prazo: retomar o grupo de música. Longo prazo: avaliar retorno ao trabalho.
- Responsabilidades
- Paciente: registrar as caminhadas. Pais: apoiar sem cobrar. Psicóloga: sessões quinzenais. Médico: reavaliar medicação.
- Rede e recursos de apoio
- Centro de saúde do bairro, grupo de música da comunidade e um amigo de infância.
- Reavaliação
- Revisão em 6 semanas, observando frequência das saídas e relato de sono.
Perguntas frequentes
O PTS é só para serviços públicos?
Nasceu na atenção em saúde mental, mas a lógica de metas combinadas e revisão periódica serve também no consultório. Adapte o nível de detalhe ao seu contexto.
O paciente precisa participar da construção?
A participação do paciente é uma das ideias centrais do PTS. Registre o que foi discutido e o que ele escolheu como prioridade.
Com que frequência revisar o plano?
Depende do caso e do serviço. O importante é deixar data de reavaliação definida e ajustar as metas quando a situação muda.
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